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O que é escoliose?


Escoliose é definida como uma curvatura lateral com torção da coluna e da caixa torácica, assim como uma alteração no plano sagital (olhando uma pessoa de frente, ela não deveria apresentar curvaturas na coluna, quando há essa presença, chamamos essa condição de escoliose).

A escoliose juvenil é uma condição de causa indefinida resultando em curvas da coluna de 10 graus ou mais em aproximadamente 2,5% da população. É mais comum em mulheres na proporção de 9:1.

A escoliose pode ser classifica de diversas maneiras (idiopática – sem causa definida, neuromuscular – mudanças relacionadas a condições neurológicas e musculares e degenerativa - devido a processos de envelhecimento). Também pode ser classificada como estrutural e não estrutural (postural). As curvas estruturais são fixas e inflexíveis e não se corrigem com a flexão lateral, que podem resultar de um problema congênito, como vértebras em cunha (vértebras com um formato mais triangular), hemivértebras (vértebras pela metade) ou diferenças nas costelas. As curvas não estruturais se corrigem facilmente quando o paciente de curva para o lado da convexidade e é associada a maus hábitos posturais. Quando o paciente assume atitudes adequadas em pé ou sentado, a escoliose desaparece. Má postura, diferença no comprimento de pernas ou contraturas no quadril também podem causar uma escoliose não estrutural.


A Sociedade de Pesquisa em Escoliose sugere que o diagnóstico seja confirmado quando o ângulo de Cobb (uma medição feita na radiografia) possui 10 graus ou mais e rotação vertebral pode ser identificada na radiografia em pé. Deve-se ter o cuidado do acompanhamento para potenciais progressões dessas curvaturas, que quando não tratadas podem levar a severas deformações do tronco e déficit da capacidade cardiorrespiratória. Em curvaturas de 20 a 40 graus o uso de um colete pode ser indicado e intervenções cirúrgicas podem ser pensadas em curvaturas maiores que 40-45 graus.

O tratamento quiroprático inicial busca evitar a progressão das curvaturas. A melhora da função pulmonar e a redução das dores também são de primeira importância. A atenção deve ser focalizada no problema em todas as crianças, especialmente dos 10-14 anos quando o crescimento da coluna é mais acelerado. O diagnóstico é feito por uma radiografia simples da coluna com o paciente em pé e o tratamento é baseado nos achados radiográficos.

Referências Bibliográficas:

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