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Quiropraxia e o sistema nervoso


Antigamente se acreditava que a Quiropraxia “colocava os ossos no lugar”, porém a atualidade (e todas as suas pesquisas) afirmam que a profissão corrige principalmente pequenas alterações funcionais, chamadas de subluxações. Muito mais que “reposicionar ossos”, o profissional é habilitado para reconhecer as sutilezas no corpo humano, e a partir daí, efetuar as devidas correções. São diversos os casos em que as pessoas sentem dores e encontramos alterações funcionais sem que haja qualquer alteração nos exames de imagem, como em radiografias, quando os pacientes trazem esses exames.

Uma das bases da profissão é o sistema nervoso, tanto o Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal) quanto o Sistema Nervoso Periférico (nervos corporais). Desde o início do curso aprendi que atuamos no sistema nervoso, que controla, regula e organiza todo o funcionamento do organismo. Essa capacidade de auto-regulação é chamada de homeostase e é composta por inúmeros processos fisiológicos, desde a manutenção da temperatura corporal, ciclo do sono-vigília até a secreção de hormônios, tudo é regulado por esse sistema; através de diversos receptores e nervos, os impulsos corporais levam as informações para o cérebro. Mas onde entra a quiropraxia nisso? Ela entra ao tornar mais fácil a passagem de informações sensoriais das mais distantes partes do corpo para o cérebro (e vice versa). Todos os nervos corporais (exceto alguns nervos cranianos) saem diretamente da coluna vertebral, se conectam a outros nervos e chegam ao seu destino final, seja um músculo, a superfície da pele, o dedão do pé ou as vísceras. Porém, todos os dias sofremos diversos pequenos traumas que alteram o fluxo normal de informações que vem e vão do corpo ao cérebro: um tropeção, uma pisada em falso (que na hora já é possível sentir uma pancada desconfortável na coluna lombar), uma postura viciosa, (longos tempos na frente do computador com a coluna curvada) ou assistindo televisão na cama com dois travesseiros sob a cabeça. A todo o momento nosso corpo está corrigindo e equilibrando essas alterações. Ocorre que nem sempre o organismo retorna ao equilíbrio perfeito como deveria e gera – como uma medida preventiva e um aviso de que algo não vai bem – tensões musculares, dores de cabeça ou até o funcionamento inadequado dos órgãos internos, como uma prisão de ventre, dentre vários outros exemplos (tenho uma amiga que sempre apresenta alterações lombares – subluxações – quando sente cólicas menstruais). Lembre-se que os nervos todos saem da coluna. Vendo por esse lado, uma coluna desequilibrada pode alterar a qualidade de informações que sobem e descem ao cérebro, pois é frequente em minha prática clínica perceber colunas desalinhadas, ou quando alinhadas, ainda assim com a movimentação vertebral comprometida, geralmente com pouco ou nenhum movimento. Isso dificulta o perfeito fluxo de informações, seja pela tensão muscular adjacente ao local acometido, seja por tensão ligamentar, inchaço ou inflamação que se forma na região como uma forma de proteger a região de problemas mais sérios; isso forma um ciclo vicioso, onde a tensão gera dor, que torna o local mais rígido, que acaba por agravar a tensão, gerando mais e mais dor num ciclo que pode ser quebrado por um procedimento quiroprático. Nesse procedimento manipulativo é devolvido o movimento normal para a articulação, que começa a relaxar a musculatura (já que não é mais necessário protegê-la e mantê-la tensa) e os fluidos que estavam parados (como o inchaço, inflamação e até o fluxo sanguíneo) começar a ser drenados e dissipados e, consequentemente, deixando o indivíduo com uma sensação de muito bem-estar.

Isso tudo quer dizer que ao receber uma sessão quiroprática se mexe na causa do problema, e os sintomas são corrigidos indiretamente e através do próprio organismo, que agora possui melhores condições de lidar com a alteração protetora e corrigi-la por si próprio.

Em poucas palavras, a quiropraxia devolve ao corpo sua capacidade de se corrigir e se organizar melhor através da remoção do que antes o impedia. Dizemos que corrigimos subluxações (uma entidade multifatorial com diversos componentes, como alterações teciduais, funcionais, etc, que prejudicam o perfeito equilíbrio corporal). Ao receber os cuidados quiropráticos, o próprio corpo se encarrega de promover o necessário para o seu funcionamento, pois todas as informações agora transitam livremente e sem bloqueios pelos trajetos dos nervos corporais.

Vejo isso como uma coisa muito bela: dar autonomia para que o próprio sistema nervoso se encarregue de se manter 100% bem!


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